Mercado

Votorantim e CPP criam elétrica com valor de mercado estimado de R$ 17 Bi

Transação envolve ativos do grupo e do fundo canadense, uma comercializadora de energia, capitalização de R$ 1,5 Bilhão e listagem no novo mercado

  • Por:
    Anderson Mozzi
  • Publicado:
    19/10/21 9:47
  • Atualizado em:
    19/10/2021 9:47

Votorantim e o Canada Pension Plan Investment Board (CPP Investments) anunciaram na última segunda-feira (18) a intenção de consolidar ativos de energia no Brasil, criando uma das empresas líderes no setor e com ações listadas no Novo Mercado da B3.

Em comunicado ao mercado, ambas as empresas informaram que a medida deverá acontecer por meio de duas transações.

A primeira, segundo as companhias, será por meio da joint venture VTRM –formada pela Votorantim Energia e pelo CPP Investments – e deverá integrar as participações acionárias na Cesp, ativos eólicos, participações acionárias da Votorantim Energia em ativos hidrelétricos e a Votorantim Comercializadora de Energia (Votener), além de projetos de expansão em desenvolvimento.

O CPP Investments fará um investimento adicional de R$ 1,5 bilhão na VTRM.

Para a segunda transação, a VTRM encaminhou ao conselho de administração da Cesp uma proposta de reorganização societária, tendo por objeto a incorporação das ações de emissão da Cesp.

Essa proposta, segundo o comunicado, está sujeita a aprovações societárias no âmbito da Cesp, bem como dos órgãos reguladores, dentre outras questões.

“Ao final do processo de consolidação, a nova empresa será controladora integral da Cesp e os atuais acionistas da Cesp passarão a ser acionistas da nova empresa”, afirmou o comunicado.

As companhias pontuaram que, quando concretizada a reorganização, a nova empresa terá receita líquida estimada em R$ 5,8 bilhões, com base nos resultados de 2020, e uma matriz energética diversificada com capacidade instalada de 3,3 GW.

Do montante de capacidade, 2,3 GW são em fontes hidrelétricas e 1 GW em eólicas, sendo 0,6 GW de ativos em operação e 0,4 GW de projetos com entrada em operação prevista entre maio e novembro de 2022, acrescentaram.

A nova empresa também será uma das maiores comercializadoras de energia do país, destacaram, com mais de 2,6 GW médios comercializados no ano de 2020.

Com uma carteira de mais de 400 clientes, a companhia atuará como centro de inteligência de mercado e será responsável pelo suporte e maximização de valor dos ativos existentes e dos novos projetos de geração.

O Credit Suisse comentou o anúncio da proposta. De acordo com o banco, a medida será positiva para permitir que a Cesp tenha uma melhor estrutura de alavancagem e se beneficie da alta demanda por PPAs (contratos de compra de energia) com fontes renováveis ​​e da aceleração da abertura do mercado livre no Brasil, visto que a alta exposição da Cesp a fontes hídricas tem afetado as margens e limitado o crescimento da companhia.

O Credit Suisse destaca que seria importante que apenas os acionistas minoritários votassem na operação, ainda que um comitê independente avaliasse a operação e propusesse os termos finais da operação.

Isso porque, segundo o banco, os termos propostos parecem não favorecer os acionistas minoritários, principalmente porque o valor implícito para as ações da Cesp estão abaixo do consenso de mercado para o valor justo.

O banco suíço mantém recomendação outperform (perspectiva de desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 32,40, frente à cotação de segunda de R$ 24,30, ou um potencial de valorização de 33,33%.

Reuters e Red Ridge research
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